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A poesia de Lívia Natália

Poeta, professora e autora de três livros, Lívia Natália é convidada para fazer a imersão cultural no curso que vai acontecer em Cabaceiras, no Parque Histórico Castro Alves. Professora da Universidade Federal da Bahia, ela publicou sua primeira coletânea de poemas, Água Negra, em 2011, seguida de Correntezas e Outros Estudos Marinhos, em 2015, e Água Negra e Outras Águas, no ano seguinte. O livro Dia bonito pra chover é o próximo a ser lançado pela escritora.

Para a apresentação, Lívia vai contar um pouco de sua história e interagir com o público. “Imagino falar um pouco sobre poesia e criação literária, sobre o modo como a poesia se relaciona com a realidade a partir da seleção de alguns poemas e depois, fazer uma leitura com discussão”, comenta.

A poeta conta que começou a escrever e ler muito cedo. “Lia tudo, quase compulsivamente e com muito prazer sempre, a literatura sempre foi lugar de abrigo e proteção”. Com o tempo, ela passou a desenvolver uma escrita cada vez mais relacionada à realidade em que vive e, por consequência, com fortes críticas sociais.

“Escrevendo, aciono muito fortemente elementos da vivência de uma mulher negra num país sexista e racista. Estas questões sempre estão presentes, sem panfleto, é poesia, mas poesia compromissada com este lugar de fala”, destaca.

Como agente cultural, Lívia revela a importância da formação no processo de popularização e difusão da cultura. “Ser um agente cultural é democratizar o acesso à cultura, levando-a a todos os lugares possíveis para pessoas que, muitas vezes, não poderiam ter acesso a coisas que acontecem em eixos mais centrais. Democratizar o acesso à cultura é favorecer à formação cidadã”.

Em sua escrita, referências como Conceição Evaristo, Landê Onawalê, Cecília Meireles, Clarice Lispector, José Carlos Limeira e Drummond, Bandeira se fazem presentes. Para a poeta, o cenário cultural para autores negros está se expandindo. “Há uma abertura para temáticas que a literatura tradicional não alcança. Estamos agora participando das grandes feiras, dos eventos literários e há um público ávido por estas leituras”.

*Por Laís Matos – Estagiária (edição e supervisão de Scheilla Gumes)

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