Home / Destaque / Um passeio pelas diversas formas de arte

Um passeio pelas diversas formas de arte

Diversas linguagens artísticas já passaram pelos palcos do curso de Formação e Qualificação de Agentes Culturais – música, literatura, cinema, dança e teatro. É que a formação tem um módulo especial para as mostras de artistas, a imersão. No último fim de semana, as cidades de Mutuípe, Feira de Santana, Salvador (Alagados), Itaparica e Vitória da Conquista receberam respectivamente Jonas de Carvalho, cantor e compositor; Mestre Cláudio, capoeirista; Paula Gomes, cineasta; Tom Correia, fotógrafo e escritor e João Omar, músico e instrumentista.

Nas imersões, os artistas convidados revisitam a própria obra, compartilhando inspirações, os desafios da criação e da realização. No sábado, foi a vez da cineasta Paula Gomes bater papo sobre a produção em cinema, desde a captação de recursos até explicar como funcionam as diferentes áreas do cinema. Depois, ela exibiu filmes desenvolvidos junto com os colegas Haroldo Borges, Marcos Bautista e Ernesto Molinero – o coletivo Plano 3 Filmes.

Paula Gomes

“É muito importante apontar caminhos, mostrar que é possível produzir em Salvador, mesmo com poucos recursos. Muitos projetos pequenos de comunidade tem um potencial enorme, principalmente por causa do momento político em que vivemos. Fazer cinema como resistência, como ferramenta de luta é uma postura que os agentes culturais têm em seu trabalho”, destaca Paula.

Seu mais recente filme é o documentário Jonas e o Circo sem Lona, que está em cartaz no Cinema do Museu, em Salvador, e conta a história de um garoto que tem um circo improvisado no quintal de casa e se vê dividido entre abandonar a escola para seguir o tio em um circo itinerante ou concluir seus estudos como a mãe deseja.

Para a artista, essa etapa do curso promove uma troca muito interessante. “Os alunos têm a possibilidade de conhecer a experiência de projetos culturais já realizados, desvendando na prática os caminhos que podem percorrer, entendendo as dificuldades, mas também tendo a oportunidade de se inspirar com histórias que são similares às suas. Para mim, foi uma experiência linda e transformadora. Me sinto muito feliz em poder contribuir com um projeto tão bonito, necessário, urgente”.

 

Já João Omar, que se apresentou em Vitória da Conquista integrando o Quinteto de Cordas Tatarena, considera a ação muito válida por conta da participação efetiva dos agentes. “Esse contato possibilitou que os agentes conhecessem mais das realidades que estão além da visão do senso comum e possibilitou mergulharem mais a fundo numa visão em perspectiva do fazer de um grupo que se propõe a desenvolver atividades em segmentos como o da formação de crianças em situação de risco, dar acesso a repertórios do meio erudito à população local e circunvizinha, difusão da música brasileira para instrumentos sinfônicos, dentre outras.”

*Por Laís Matos – Estagiária (edição e supervisão de Scheilla Gumes)

Veja também

MC Osmar: arte-educador e ativista

Um dos pioneiros da cultura Hip Hop na região de Alagoinhas, o rapper e arte-educador …