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JUAZEIRO: a poesia urbana de P1 Rappers

P1 Rappers é formado por Euri Mania e DJ Werson

Rua, periferia e subversão são elementos que marcam a poesia urbana de P1 Rappers. Formado por dois jovens de Juazeiro, Euri Mania e DJ Werson, o grupo nasceu em 2012 e ao longo de sua trajetória, já produziu quatro mixtapes com músicas autorais – 4M’s (2013), Nosso Corre (2014), Ascensão (2015) e Nordestinias (2016).

No sábado, a dupla vai apresentar o seu trabalho durante a imersão cultural do curso de Formação e Qualificação de Agentes Culturais, que será realizada no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, a partir das 18 horas.

O nome, P1 Rappers, é uma homenagem ao bairro periférico Piranga I, onde Euri Mania, idealizador do projeto, cresceu. Nas letras, os jovens contestam o sistema, o preconceito e a opressão a partir de um olhar ‘de dentro’, mostrando que a periferia não só conhece, mas também deve falar sobre sua realidade.

A dupla, em seu material de apresentação, defende que “o principal conteúdo das mixtapes é a rua, porque quando ela vira música, a rima vira rap e as palavras, subversão. É a rua que contesta o periférico, a margem, a exclusão, a desigualdade. Todos esses temas são reunidos a partir de crônicas da vida real: dor, esperança, contestação e valorização do povo sertanejo”.

Além das mixtapes, o P1 Rappers já lançou nove videoclipes. Nordestinias é o trabalho audiovisual mais recente do grupo. A canção enaltece as diferentes etnias do Nordeste e foi gravado na região do Salitre (BA) no início de 2017. Em apenas dois dias de exibição no YouTube, o clipe produzido pela Casa de Farinha Produções, alcançou mais de duas mil visualizações.

Toda essa produção do P1 trouxe reconhecimento e aos poucos o grupo foi se inserindo em muitos eventos nacionais e locais. Em menos de cinco anos de carreira, já se apresentaram em Brasília (DF), São Paulo (SP), Feira de Santana (BA), Senhor do Bonfim (BA) e em vários eventos de Juazeiro e Petrolina.

Em 2017 o P1 Rappers deu início a uma nova etapa no seu projeto musical. Após o prêmio do Festival Edésio Santos da Canção no final de 2016 o grupo passou a incorporar elementos novos na identidade sonora, acrescentando uma guitarra e um baixo, trazendo outra sonoridade e batidas às letras de resistência e denúncia. Essa nova musicalidade do P1 pôde ser vista nas apresentações do Carnaval de Juazeiro do mesmo ano e no Virarte, evento realizado no SESC durante a programação do Aldeia Vale Dançar.

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